BAIXE E OUÇA “VIAMÃO” DE SÉRGIO PERERÊ E NO CHILLA



11/08/2016

BAIXE E OUÇA “VIAMÃO” DE SÉRGIO PERERÊ E NO CHILLA


Com tambores africanos tocados pelo No Chilla e letras e composições de Pererê, Viamão propõe o encontro das heranças banto, iorubá e mandinga que se conformaram na América Latina, em uma mistura de sonoridades. O álbum nos faz refletir como os tambores e a mitologia que vieram de vários lugares da África, dos reinos africanos, se disseminaram e foram reinterpretados no Brasil e na Argentina. Aos tambores do No Chilla, soma-se o charango, instrumento tradicional andino tocado por Pererê no disco.

 

Viamão é o quinto álbum da carreira de Sérgio Pererê. O projeto, que inclui lançamento do disco, e turnê de lançamento com shows em quatro cidades, foi selecionado através do Edital Natura Musical Minas Gerais.

 

 

 

VIAMÃO - FAIXA A FAIXA

 

1 - PEIXE PESCADOR
Foi a primeira viagem juntos de Sérgio Pererê e No Chilla. Ela tem uma algo de mandinga, das regiões de Mali, Guiné Bissau e Senegal, no entanto com uma métrica e uma poesia brasileiras.

 

2 - CAROLINA DE OIÁ
Gravada à noite, ao sereno, a faixa foi contaminada pelo clima de sua gravação: ficou serena, suave, acompanhada pelas calimbas.

 

3 - ROSÁRIO DE MARIA
A letra remete aos reinados/congados mineiros e a sonoridade firma o encontro dos tambores africanos do No Chilla com a cultura banto mineira.

 

4 - FILHO DE ODÉ
Odé, o orixá que conhecemos como Oxossi, é o senhor das matas, o caçador. A música fala do outro lado do caçador, que precisa ser suave e silencioso, que convida para o coração. Remete ao universo do candomblé, da cultura iorubá. O caçador é o provedor, é ele que sustenta a aldeia.

 

5 - SERPENTEIA
A composição foi escrita durante um sonho de Sérgio Pererê. “Durante o sonho, uma figura apareceu e pediu que eu escrevesse uma música simples e popular. Quando acordei, estava pronta”, conta Pererê.

 

6 - PARAÍSO
A música mais louca do disco. O paraíso não como algo estático e tedioso, mas um lugar dinâmico, em movimento. Aqui, não existiu a preocupação do arranjo percussivo. “Nos juntamos, batemos palma e começamos a cantar, uma loucura coletiva”, conta Pererê.

 

7 - NOVIEMBRE
A mais mística do disco, aconteceu na Argentina. “Estavamos em uma imersão e o Sebastian, um dos integrantes do No Chilla, começou a tocar a calimba. A partir daí, eu fui cantando e intuí música, poesia e melodia”, conta Pererê.

 

8 - PÉTALAS
Sou criador de anjos e às vezes guardo seus ovinhos em guardanapos de papel. Pererê escreve músicas em guardanapos de papel, letras de músicas, poemas, a música fala de quem trabalha com arte, com a criação, dos criadores de anjos, de músicas, de cançoes, de ideias, que saem voando.

 

9 - SANTERIA / 12 - MACFLY
Nas duas faixas, os tambores do No Chilla aparecem sozinhos, em uma amostra do trabalho do grupo e da sonoridade afro-portenha.

 

10 - OGUM NA AREIA
Nas letras de Pererê, os orixás são vistos por outro ângulo. Nesta música, Ogum, o guerreiro, se derrama. Derramar também brinca com a língua argentina: “dejar amar”. Outra brincadeira da letra é o trecho “Ogum que chorou, que chorou” que pode ser escutado como Ogum Xoroque, um dos tipos do orixá.

 

11 - NOSSA SENHORA DO PORTO
A música remete à importância dos portos na história de todos nós, brasileiros, latinoamericanos, descendentes de africanos. A devoção banto-mineira é pano de fundo para falar do amor. Nossa Senhora do Porto da paz interior é quem cuida do nosso amor, porque esse amor é sereno, abençoado e merece ser louvado, levado no andor.

 

 

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1_-_Peixe_Pescador