BAIXE E OUÇA O DISCO “BELEMGUE BANGER” DO FÉLIX ROBATTO



11/10/2016

BAIXE E OUÇA O DISCO “BELEMGUE BANGER” DO FÉLIX ROBATTO


Mais do que um disco autoral, o álbum é o resultado de uma pesquisa feita pelo músico sobre os gêneros musicais que deram origem ao que hoje chamamos de Lambada. A pesquisa passeou pela música feita em países do Caribe negro, basicamente três ilhas: Martinica, Guadalupe e Dominica, que inspirou a identidade visual do disco, em referência à bandeira do país, que tem o papagaio – Amazon Sisserou – como símbolo.
 
 
Belemgue Banger vem recheado de gêneros típicos desses países como Cadence Lypso e o Konpá, ritmos que tocaram muito nas rádios da Amazônia nos anos 70, onde foram apelidados de “Lambada” e “Guitarrada”.
“Há muito tempo pesquiso música paraense, buscando descobrir de onde vem nossa sonoridade. Nesse disco, me aprofundei na pesquisa dos gêneros que deram origem ao que aqui foi chamado de Lambada. Analisei estrutura, ritmo e timbre de artistas da época, pesquisando LPs com as datas de lançamento, nesse disco procurei reproduzir a sonoridade das primeiras Lambadas”, explica Félix.
 
 
A proposta do trabalho é reviver esse som que chegou ao Pará na década de 70. Para buscar uma sonoridade mais fiel à época, o áudio do disco foi finalizado em um antigo gravador analógico de fita. Ainda que tenha essa forte referência às origens da Lambada, o trabalho é pop, atual e psicodélico, uma das marcas do artista.
 
 
O disco vem com 12 faixas. A única que não é de autoria do artista é “Vamos Farrear”, música de Pinduca. No álbum, Robatto regravou “Psica da Velha Chica”, música que ele fez quando comandava sua antiga banda La Pupuña. Produzido e dirigido por ele, a direção vocal é assinada por Lia Sophia, parceira antiga, já que Lia também dirigiu as vozes do primeiro disco do artista e ele produziu o último disco da cantora.
 
 
As músicas trazem letras leves, simples, com o bom humor que é peculiar ao artista, e contam um pouco da história de como a Lambada chegou aqui, caso de “A gente chama de Lambada” e “Belemgue Banger”. Totalmente gravado em Belém, no Apce Studio, no período de fevereiro a agosto de 2016, Belemgue Banger tem a participação dos músicos que acompanham Félix desde que deu início à carreira solo: Adriano Sousa (bateria), Adalberto Jr (baixo), SM Negrão (teclados) e Ytanaã Figueiredo (percussão). A equipe foi reforçada pelos sopros de Harley Bichara (sax), Ilson Cruz (trompete) e Nego Jó (trombone). O projeto, que inclui a gravação do disco e shows de lançamento, foi selecionado pelo edital Natura Musical Pará 2015 com apoio da Lei Semear. 
 
 
Belemgue Banger – O nome sonoro foi uma mistura de conceitos buscando provocar o impacto que essa música causou ao chegar aqui. “Belemgue” mistura Belém a Merengue e Banger é explosão. A ideia é provocar uma
reação parecida com a que as pessoas tiveram quando tocou pela primeira vez esses ritmos aqui no Brasil, no Pará, na Amazônia.
 
Identidade Visual – O clima retrô das músicas também está presente na identidade visual do disco. A capa, desenho do artista plástico baiano Neto Robatto, irmão de Félix, traz o símbolo da Dominica, o papagaio chamado
Amazon Sisserou, e a guitarra. A música do país esteve muito presente na pesquisa e é uma das principais referências do disco, assim como artistas como Les Aiglons, Midnight Groovers, Tabo Cobop e Kassav.
Já o ensaio fotográfico foi feito por Bruno Carachesti na sede do Brasilândia, o Calhambeque da Saudade, que tem mais de 70 anos e que conserva até hoje as aparelhagens que tocavam as primeiras Lambadas que se ouviu por aqui.
 
 
Faça o download do disco AQUI
 
1_-_Amazon_Sisserou